MTC realizar I Assembléia Nacional em defesa do Território do camponês

O Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores do Campo (MTC) realizou entre os dias 15 e 18 a  I assembléia nacional do MTC que discutiu o Tema “Fortalecer para crescer e construir o território do bem viver”. O encontro foi realizado no Centro de Formação Nacional do MST Paulo Freire, na cidade de Caruaru, agreste pernambucano, e contou com representantes camponeses de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Minas Gerais e São Paulo.

“É o nosso momento de discutir nacionalmente os anseios e a problemática dos camponeses para que possamos nos fortalecer e crescermos para lutarmos pelo nosso território que é o nosso bem viver; isso esta no nosso tema e nesse momento de golpe precisamos fortalecer a nossa base na metodologia ver, julgar e agir”, destacou o coordenador nacional Adriano Ferreira.

Participaram do encontro em mesas e discussões o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Pernambuco, Jaime Amorim, o coordenador da Comissão Pastoral da Terra no Ceará, Thiago Valente, a coordenadora nacional do Movimento dos Camponeses Populares, Tabata Neves e o editor do Coletivo de Comunicadores Populares e de Resistência Edmilson Alves, Railton Da Silva.

O encontro foi iniciado na quinta-feira (15) com a chegada e acolhimento dos camponeses que teve como abertura o lançamento do encontro nacional do MTC 2017. Já na sexta-feira (16), as mulheres se reuniram em plenária e discutiram a situação e a problemática da mulher do campo. Na sexta a noite, a juventude do MTC juntamente com os jovens do MST que participam do Curso Pé no Chão; eles dialogaram sobre os desafios e a rebeldia da juventude em nossos tempo e como provocar tendo como meios de resistência a agitação e propaganda com Railton Da Silva.

O comunicador popular e editor do coletivo ainda discutiu o processo hegemônico dos meios de comunicação e a resistência na comunicação popular no sábado (17) com a plenária. Ainda no período da manhã, o coordenador do MST fez uma análise de conjuntura sobre o atual momento político e econômico do nosso país e o futuro da luta. “Não podemos parar um só momento, temos que nos organizar, mas para isso é preciso entender o momento e foi isso que os camponeses e camponesas do MTC fizeram”, destacou Amorim.

No sábado à tarde, os camponeses participaram de uma mesa com os coordenadores do MTC, CPT e MCP para discutir o campesinato e discutir as experiências da luta e o fortalecimento do processo de produção agroecológica.

Mulheres do campo discutem o fortalecimento da luta camponesa em congresso MTC/Nacional As camponesas organizadas no Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores do Campo realizaram a primeira plenária das mulheres do campo durante entre os dias 15 e 18. A plenária foi realizada no Encontro Nacional do MTC que foi realizado no Centro de Formação Nacional do MST Paulo Freira, na cidade de Caruaru, agreste pernambucano. Participaram da plenária mulheres camponesas que representaram as camponesas de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Minas Gerais e São Paulo. “Esse é um momento único para nos fortalecermos na luta e compartilharmos as experiências de cada lugar para juntas crescemos”, destacou a camponesa mineira Maria Izabel Francisco. A plenária ocorreu durante o encontro nacional do MTC que iniciou com a mística de abertura na quinta-feira (15) e contou com a presença do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Pernambuco, Jaime Amorim, o coordenador da Comissão Pastoral da Terra no Ceará, Thiago Valente, a coordenadora nacional do Movimento dos Camponeses Populares, Tabata Neves e o editor do Coletivo de Comunicadores Populares e de Resistência Edmilson Alves, Railton Da Silva. As mulheres é uma presença forte no MTC e, de acordo com Adriano Ferreira, coordenador nacional do movimento, “as mulheres em coletivo desenvolvem vários trabalhos em cooperativas, a exemplo da marca ‘Cheiro da Terra’ onde são as mulheres do agreste alagoano que produzem doces, bolos e outros alimentos com um selo próprio”. “Foi uma experiência muito boa, pois convivemos com praticamente os mesmos problemas e percebemos que não estamos sós, nos ajuda a entender como podemos cuidar do nosso território que como aprendi aqui é o nosso bem viver”, destacou a camponesa Antonia de Cacimbinhas.

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