Terra e raiz

19 de novembro de 2016 mtcbrasil 0

A chuva cai sobre a natureza E a planta cresce gerando a riqueza E o trabalhador luta com certeza Pra não faltar o pão sobre a nossa mesa. A terra guarda raiz Da planta que gera o pão A madeira que dá o cabo Da enxada e o violão:/ Liberdade é pão, é vida Terra mãe trabalho e amor É o grito da natureza Viola de um cantador. A terra guarda raiz… É o povo em movimento Contra as cercas da concentração Com um sorriso de felicidade E a história na palma da mão. A terra guarda raiz…

Xote ecológico

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Não posso respirar, não posso mais nadar A terra está morrendo, não dá mais pra plantar Se planta não nasce se nasce não dá Até pinga da boa é difícil de encontrar Cadê a flor que estava aqui? Poluição comeu. E o peixe que é do mar? Poluição comeu E o verde onde que está ? Poluição comeu Nem o Chico Mendes sobreviveu

Eu vou tocar minha viola

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01-Eu vou tocar minha viola – a – a. Eu sou um negro cantador 02-O negro canta, deita e rola – a –a lá na senzala do Senhor. Dança aí nego nagô! Dança aí nego nagô! Dança aí nego nagô! Dança aí nego nagô – ô – ô – ô – ô – ô… 03-Tem que acabar come essa história – a – a do negro ser inferior 04- O negro é gente e quer escola – a – a  quer dançar samba e ser doutor. O negro mora em palafita – a – a não é culpa dele não senhor 05-A culpa é da abolição – ã – ã que veio e não o libertou 06-Vou botar fogo no engenho – o – o aonde o negro apanhou O negro é gente como o outro – o – o quer ter carinho e ter amor 

Sem medo de ser mulher

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Pra mudar a sociedade do jeito que a gente quer Participando sem medo de ser mulher   01-Porque a luta não é só dos companheiros Participando sem medo de ser mulher Pisando firme sem medir nenhum segredo/Participando sem medo de ser mulher Pra mudar a sociedade do jeito que a gente quer/Participando sem medo de ser mulher 02-Pois sem mulher a luta vai pela metade/Participando sem medo de ser mulher/Fortalecendo os movimentos populares/Participando sem medo de ser mulher Pra mudar a sociedade do jeito que a gente quer/Participando sem medo de ser mulher 03 Na aliança operária e camponesa Participando sem medo de ser mulher Pois a vitória vai ser nossa com certeza Participado sem medo de ser mulher

Asa branca

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Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira 1-Quando oleie a terra ardendo Com a fogueira de São João Eu perguntei, a Deus do céu, ai Por que tamanha judiação(2x) 2-Que braseiro, que fornaia Nem um pé de prantação Por falta d’água perdi meu gado morreu de sede meu alazão(2x) 3-Inté mesmo a asa branca Bateu asas do sertão Entonce eu disse adeus Rosinha Guarda contigo meu coração(2x) 4-Hoje longe muitas légua Numa triste solidão Espero a chuva cair de novo Para mim volta pro meu sertão(2x) 5-Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na prantação Eu te asseguro não chore não, viu Que eu voltarei, viu Meu coração (2x)

A volta da asa branca

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Já faz três noites que pro norte relampeia/A Asa Branca ouvindo o ronco do trovão/Já bateu a asa e voltou pro meu sertão/Ai, ai, eu vou mimbora, vou cuidar da plantação A seca fez eu desertar da minha terra Mas felizmente Deus agora se alembrou/De mandar chuva presse sertão sofredor. Sertão das muié séria, dos homes trabaiadô. Rios correndo, as cachoeiras tão zoando/Terra moiada mato verde que riqueza/E a Asa Branca a tarde canta, que beleza! Ai, ai o povo alegre, mais alegre a natureza. Sentindo a chuva me arrecordo de Rosinha/A linda flor do meu sertão pernambucano/E se a safra não atrapaiá meus planos ai, ai seu vigário eu vou casas no fim do ano (2X)

Eu sou roceiro

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Eu sou roceiro, vivo de cavar o chão. Tenho as mãos calejadas, meu senhor. Me falta terra, falta casa e falta pão Não sei onde é o Brasil do lavrador. 1- Só tenho a enxada e o título de eleitor Para votar em seus fulanos educados/Que não fazem nada pelo pobre agricultor,Que não tem terra para fazer o seu roçado. 2- Este país é do tamanho de um continente,mas não tem terra para o homem da mão grossa. De norte a sul, de nascente a poente, vivo à procura dum lugar pra fazer roça. 3- Escuto o rádio, fico cheio de alegria, Quando se fala que a reforma vai chegar: Espero um ano, espero e só se cria Falsos projetos pra poder me tapear 4- Sou um soldado retirante sem medalha, Sou estrangeiro quando pego a reclamar. 5-Sou camponês que usa tanga e sandália, Sou brasileiro só na hora de votar. Jorge Pereira de Lima

Pequeno gigante

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(Antonio Gringo) 1- Não tenho vergonha de dizer/Que sou um pequeno agricultor/Os grandes precisam saber/Que o pequeno também tem valor/E a gente tem que aprender/A encarar de frente o doutor/Olhar firme em seus olhos e dizer/Me orgulho em ser camponês sim Senhor.   Pequeno em movimento Gigante na produção Unidos na agricultura Para alimentar esta nação 2- Com luta e organização/Abrimos caminho para seguir/Ao doutor aprendendo a dizer não/E da terra não vamos sair. 3-Agora e essa condição/Lutar contra o sistema e resistir/Vergonha é importar milho e feijão/Se no Brasil nos podemos produzir/Levante a cabeça meu parceiro/Não deixe o granfino te pisar/ Exija o respeito companheiro/Daqueles que vem pra te enganar 4-O agricultor é um brasileiro/Que essa pátria sempre soube honrar/Trabalha e produz o ano inteiro/E o que lhe sobra e conta para pagar. 5-É hora de seguir adiante/E pôr os nossos pés na estrada/Unidos somos um gigante Sozinhos nós não somos nada. 6-Trabalho não é o bastante/Depois temos outra jornada/A luta é quase incessante E longa a nossa caminhada

Pra soletrar a liberdade

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Tem que estar fora de moda criança fora da escola,pois há tempo não vigora o direito de aprender Criança e adolescente numa educação decente pra um novo jeito de ser pra soletrar a liberdade na cartilha do ABC. Ter uma escola em cada canto do Brasil com um novo jeito de educar pra ser feliz Tem tanta gente sem direito de estudar É o que nos mostra a realidade do país. Juntar as forças, segurar de mão em mão, numa corrente em prol da educação Se o aprendizado for além do Be A Bá, todo menino vai poder ser cidadão. Alternativa pra empregar conhecimento Movimento já mostrou para a nação desafiando dentro dos assentamentos Reforma Agrária também na Educação.

Quem tá cansado dê licença do caminho

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Quem tá cansado dê licença do caminho Quem acredita dê as mãos e vamos embora pois quem tropeça no primeiro desatino E pouca força na construção dessa história. Não adianta inventar outros caminhos Porque jamais vão conseguir nos convencer Capitalismo nunca foi de quem trabalha Nossos direitos só a luta faz valer Esse evento traz presente um passado De uma semente que deu vida ao movimento No broto novo de Macalli e Brilhante A Encruzilhada Natalino pôs fermento E os companheiros que tombaram no caminho Serão lembrados sempre pela estrada afora Nossa Vingança é ocupar os latifundios já preparando o dia da grande vitória. Reforma agrária é uma luta de todos Aqui de novo viemos reafirmar Numa aliança entre o campo e a cidade Pois a verdade amanha triunfará.

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