1 de janeiro de 2023: dia histórico para o Movimento dos Trabalhadores do Campo e para a democracia brasileira

Posse do Presidente Luíz Inacio Lula da Silva foi marcada por muita emoção e esperança

Por Jacy Fernandes jornalista 

Participar da posse foi um momento muito especial”, conta Joel Francisco Borges, Coordenador Estadual do Movimento dos Trabalhadores do Campo (MTC) de Minas Gerais. 

Ele se reuniu com um grupo do movimento dos estados de Tocantins e Alagoas. Foram cerca de 25 horas de viagem até Brasília para acompanhar a terceira posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 1 de janeiro. 

“O que a gente espera do nosso presidente Lula é a continuidade da reforma agrária e dos direitos dos trabalhadores do campo. Foi um momento maravilhoso, de muito amor”, projetou Borges.

Além deste grupo, também compareceram outros representantes do MTC de três estados: Alagoas, Tocantins e Minas Gerais divididos em três ônibus. 

Ao todo, em torno de 150 pessoas representaram o movimento que integra mais de cinco mil famílias de todas as regiões do Brasil. 

José Felix, do MTC do Tocantins também participou da posse e destacou que as principais dificuldades que enfrentaram durante os últimos quatro anos da gestão Bolsonaro foram a fome e o descaso com a pandemia.

Vivemos um momento de muita tensão, um governo que é a favor do autoritarismo, antidemocrático. Queremos que os brasileiros saiam do mapa da fome, queremos liberdade, a sociedade brasileira lutou muito para vencer o autoritarismo, mas a esperança venceu o medo, queremos viver com dignidade”, completou. 

Em 2014, o Brasil havia saído do Mapa da Fome das Nações Unidas (ONU), por meio de estratégias de segurança alimentar e nutricional que foram aplicadas em 1990. No entanto, a situação voltou a ser preocupante em 2015, e teve um agravamento maior durante a pandemia de covid-19. 

O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia, apontou que no Brasil 33,1 milhões de pessoas não têm garantido o que comer, o que representa 14 milhões de novos brasileiros em situação de fome. Para que o Brasil saia deste cenário em seu programa de governo, o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, prioriza o combate à fome como em seu governo quando tomou posse pela primeira vez em 1 de janeiro de 2003. 

O Diregente Nacional do MTC  Adriano Ferreira participou pela primeira vez de uma posse presidencial em Brasília, e considera a ida como um ato simbólico de resistência e de luta”. “A gente come farinha, feijão, mas a gente também tem direito à cultura, lazer e ter uma vida digna. Isso tudo entra na questão do bem-estar social que a gente precisa”. 

O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo é um movimento autônomo, de massa de classe camponesa. É composto por camponeses de todas as regiões do país que lutam pela permanência no campo e tem o objetivo de produzir alimentos saudáveis para o próprio consumo e para alimentar o povo brasileiro. 

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